José Álvaro Morais



Nasceu: 1943-09-02 · Morreu: 2004-01-31

Local de nascimento: Coimbra
Local de óbito: Lisboa
Nacionalidade: Português
Sítio internet: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_%C3%81lvaro_Morais
Dados adicionais:

Frequentou a Faculdade de Medicina em Lisboa e, em 1969, foi para Bruxelas, onde fez o curso de realização do INSAS (Institut National Supérieur des Arts du Spéctacle et des Téchniques de Diffusion), e onde foi aluno de André Delvaux, Ghislain Cloquet e Michel Fano, entre outros. Em 1974 voltou a Portugal.
[Fonte: Madragoa Filmes]
"Cineasta português que, desde a sua primeira obra, se manteve fiel ao retrato: um retrato de gente presa na paisagem. Retrato de «um país que agarra as pessoas com tanta força ao mesmo tempo que lhes dá vontade de fugir». No momento em que começava a adquirir visibilidade internacional, uma morte precoce interrompe-lhe a carreira."
[Fonte: Wikipedia] - -
"A carreira de José Álvaro Morais fica marcada, inevitavelmente, pelo filme O Bobo e pela vitória no Festival de Locarno (1987). Depois de uma produção muito atribulada, com uma rodagem em estúdio interminável e com problemas na montagem do som, parecia que a victória em Locarno lançaria o filme e o realizador.
Nada mais enganador: José Alvaro Morais só regressaria 6 anos depois com Zéfiro, outro dos filmes reveladores do interesse do realizador na história de Portugal e, principalmente, no território em volta do Tejo.
Depois com Peixe-Lua (2000) e Quaresma (2003) chegaria finalmente o reconhecimento do realizador, um autor que pretendia meter todas as histórias no mesmo filme, que envolvia os actores e demais participantes dos filmes nas narrativas e os relacionava com os personagens, nas palavras de João Botelho: o único cineasta romântico português.
Infelizmente, desapareceria de forma precoce (apenas com 60 anos), pouco depois da estreia de Quaresma. Antes de O Bobo, José Álvaro Morais concebeu dois documentários, o segundo fundamental, Ma Femme Chamada Bicho (1976), em volta da pintora Vieira da Silva e que nas palavras de Augusto M. Seabra serviu de epígrafe ao seu cinema: “Um mundo de deslocaçã̃o, trânsito: deslocação de espaços (geográficos) e culturas, com uma noçã̃o particular de discurso artístico”.
[Fonte: APR - Associação Portuguesa de Realizadores]
A obra integral do realizador foi lançada em formato dvd pela Atalanta Filmes.

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