Arthur Duarte



Nome completo: Arthur de Jesus Pinto Pacheco Duarte

Nasceu: 1895-10-17 · Morreu: 1982-08-22

Local de nascimento: Lisboa
Local de óbito: Lisboa
Nacionalidade: Portuguesa
Sítio internet: https://www.youtube.com/watch?v=6wMnG5e52V8
Dados adicionais:

Profissão: actor, realizador, produtor.
Formação: Curso do Conservatório
Em 1918 estreou-se como actor teatral na Companhia Rosas & Brazão. Fez a sua estreia como actor de cinema em 1921, num filme de Ernesto de Albuquerque, A Morgadinha de Vale Flor. Seguiram-se, em 1922, as participações em O Primo Basílio de Georges Pallu, As Pupilas do Senhor Reitor de Maurice Mariaud, e ainda Sereia de Pedra de Roger Lion.
Em 1923, muda-se para Paris, onde representa a distribuidora Castello Lopes e continua a trabalhar como actor. Em 1927 vai para a Alemanha, onde permanece até 1933, assinando um contrato com a UFA como actor, participando em dezenas de filmes.
De volta a Portugal, participa como assistente em Bocage de Leitão de Barros (1936), e em 1937 é director de produção de A Rosa do Adro de Chianca de Garcia.
Em 1938, realiza a sua primeira longa-metragem – Os Fidalgos da Casa Mourisca – e no ano seguinte é director de cena de A Varanda dos Rouxinóis de Leitão de Barros e de João Ratão (1940) de Jorge Brum do Canto, além de assistente de realização de António Lopes Ribeiro, em Feitiço do Império.
Em 1939 alimentou a esperança de trabalhar como produtor nos Estados Unidos e visitou Hollywood.
Em 1943 roda a sua primeira comédia, O Costa do Castelo, para a Tóbis Portuguesa, e nos anos 40 e 50 dirige uma série de filmes, alguns dos quais em co-produção com Espanha.
Na década de 60 realiza duas longas-metragens, uma das quais no Brasil – Encontro com a morte, cuja exibição em Portugal viria a ser proibida pela censura. Trabalhou ainda na direcção técnica de Um Milhão de Dólares Numa Coleira, filme das produções Walt Disney e realizado por Vincent Mac Eveety em 1964.
Em 1973, volta a ser actor de cinema em O Rapto No Ascensor de Stefan Whol, e de teatro na peça O Ovo (estreada no teatro Villaret).
Em 1979, já após o 25 de Abril, recebeu um subsídio do Instituto Português de Cinema para rodar aquela que veio a ser a sua décima quinta e última longa-metragem – Recompensa.
Trabalhou como Assistente Geral e Director de Produção em Espanha e Portugal. Entre 1961 e 1966 trabalhou no Brasil.
“Fundamentalmente actor até ao início dos anos 30 (no teatro de 1917 a 1922, a partir de 1921 no cinema, participando em mais de cinquenta filmes em Berlim), é o advento do sonoro que lhe terá dificultado a possibilidade de uma carreira internacional.
Os pontos máximos da sua actividade como realizador situam-se na série de comédias populistas e mais ou menos musicadas que, normalmente apoiadas em textos de João Bastos e lançando a jovem Milu, única vedeta protuguesa de origem rigorosamente fílmica, constituem divertimentos de grande aceitação (é o caso de O Costa do Castelo, O Leão da Estrela e mesmo, já denotando algum cansaço, O Grande Elias).
A série de melodramas que, intercaladamente, roda (por vezes em co-produção com a Espanha) está longe de ter a mesma vitalidade, chegando a ser frequentemente medíocre.”
“Arthur Duarte é talvez o homem de cinema português que trabalhou em maior número de filmes (só durante o seu contrato com a UFA foi actor em 54 películas). Como realizador tem uma obra relativamente longa [...] mas a sua relevância é mais que relativa. Para além de O Costa do Castelo (com António Silva e Maria Matos) e O Leão da Estrela, duas comédias típicas da produção dos anos 40, os seus filmes não deixaram marcas, de tão vulgares e comerciais que são... “ [Ramos, 1989: 130].

Participações [#74]

  • 201709111039_cinept_mestrado_em_cinema_260_260
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