Aqui d'El Rei! (1992)

Lieutnant Lorena

M/12

188 min

História  

Realização:  ·  António-Pedro Vasconcelos

Argumento:  ·  António-Pedro Vasconcelos  ·  Carlos Saboga  ·  Vasco Pulido Valente

Nos finais do século XIX, Portugal era um dos maiores impérios coloniais do Mundo, o que atraía a cobiça das grandes potências.
Mas o prestígio da monarquia liberal é fortemente abalado quando o jovem Rei D. Carlos, logo nos primeiros anos do seu reinado, se vê obrigado a ceder ao ultimato inglês que obrigava Portugal a renunciar a uma parte importante dos seus territórios africanos.
Esta abdicação humilhante suscitou uma onda de patriotismo no país. Por toda a parte cresce a agitação republicana.
Ao mesmo tempo, em Moçambique, algumas tribos, com o apoio velado da Inglaterra, revoltam-se contra o jugo português.
É então que o temerário oficial de cavalaria, o major Mouzinho de Albuquerque, consegue derrotar os rebeldes, na famosa batalha de Coolela, e capturar, em Chaimite, o chefe da mais temível tribo guerreira, o régulo Gungunhana.
Mouzinho torna-se imediatamente um herói nacional. A sua popularidade, porém, inquieta os partidos que partilham o poder e que o suspeitam de aspirar à ditadura.
É neste clima de violentas paixões políticas - os que querem que o Rei governe sem os partidos e os que desejam que os partidos governem sem Rei - que, numa manhã do ano de 1896, os heróis de África desembarcam em Lisboa, trazendo prisioneiro Gungunhana, acompanhado dos seus tenentes e das suas numerosas ulheres, que é passeado pelas ruas de Lisboa, perante o delírio popular.
No filme o encarregado da missão é um jovem oficial, Nuno Lorena, companheiro de Mouzinho, que partilha o seus ideais patrióticos e o seu radicalismo político.
O seu temperamento ardente e o seu arrebatado idealismo irão atrair as atenções da mulher do Ministro da Guerra, Mariana de Vilares, que vê nele o oposto da frivolidade dos salões e das intrigas da corte.
Inocente nos jogos do amor como nos ardis da política, Nuno Lorena será presa fácil da paixão que desencadeia e irá conhecer as primeiras decepções que a vida e a maldade dos homens lhe preparam na sombra.
[Sinopse Oficial]

Nos finais do século XIX, uma força do exército chefiada pelo major Mouzinho de Albuquerque, oficial de cavalaria, aprisionou em Moçambique o grande régulo vátua Gungunhana, que se havia rebelado contra o governo e a soberania portuguesa.
Um jovem tenente, Nuno Lorena é incumbido de transportar o prisioneiro, para Lisboa.
Gungunhana com as suas numerosas mulheres, o temperamento ardente e o arrebatado idealismo de Lorena irão atrair Mariana de Vilares, mulher de D. Rodrigo, o Ministro da Guerra...
[Fonte: José de Matos-Cruz, O Cais do Olhar, 1999, p.258]

Mais informações: Website externo

Equipa

Entidades [#5]:
  • Tobis Portuguesa · Laboratório de Imagem
  • Mafilm (Budapeste) · Registo de Som (Música)
  • Centre National de la Cinématographie/CNC (França) · Patrocínio
  • Fundação Calouste Gulbenkian · Patrocínio
  • Filmes Castello Lopes · Distribuição
Países [#3]:
  • Portugal (PT)
  • França (FR)
  • Espanha (ES)
Exteriores [#3]:
    Lisboa | Mafra | Sintra |
Estreias [#2]:
  • 1991-05-09 | Cinemateca Portuguesa (versão francesa original) | Apresentação
  • 1992-04-24 | Condes | Londres | Estreia
Imagens [#5]:
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Dados Técnicos:
Cor | Esférico | 35 mm | 1.66:1 |

Outras informações:
Co-produção luso-franco-espanhola
Festivais e Prémios:
# 1993 - Se7es de Ouro ao Melhor Realizador e à Melhor Fotografia (Mário Barroso)

Pode ver uma entrevista do Realizador no website externo - RTP Arquivos
Editado em VHS pela Castello Lopes

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