João Moreira (II)



Local de óbito: ? - 1990
Nacionalidade: Português
Dados adicionais:

Director de Fotografia
Em 1952 conquista o prémio de Melhor Fotografia, atribuído pelo SNI, pelo seu trabalho no filme «O Palácio de Queluz». Estreia-se, nesse mesmo ano, como Director de Fotografia de longa-metragem em Nazaré, de Manuel Guimarães. Como Director de Fotografia trabalhou em cinema documental, de reportagem, de ficção e de publicidade.
Em 1954, de Maio a Setembro, vai à Índia Portuguesa com Américo Couto e filma os acontecimentos do “satyagrahi” em Nagar-Avely. É obrigado, durante algumas horas, metido num lamaçal, a segurar a câmara acima dos ombros para salvar do atoleiro o material filmado, como relata Luís de Pina no texto de homenagem que a Cinemateca Portuguesa lhe quis prestar em 1991.
Em 1958, com Henrique Campos faz o primeiro filme português em cinemascope, «O Homem do Dia» e em 1959, o filme «A Luz Vem do Alto» em que trabalhou como Director de Fotografia, conquistou o prémio de Melhor Filme do Ano. Neste mesmo ano, João Moreira conquista o Prémio Nacional de Fotografia com o filme «O Passarinho da Ribeira» de Augusto Fraga.
João Moreira, em entrevista ao Diário Popular de 23 de Agosto de 1968, afirma: “muito do que sei devo-o ao que observei em grandes mestres estrangeiros, ao lado de quem trabalhei. Foi a melhor experiência que pude ter”. Na mesma entrevista diz com orgulho que vive só do cinema e, ao ser questionado se nunca se sentiu tentado pela realização, responde: “Já tive possibilidades de dirigir filmes, mas nunca me interessou. Quero ser, apenas, operador.”

Participações [#67]

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