Rosa (2001)

Ficção  

Realização:  ·  Valéria Sarmiento

A acção do filme decorre na Havana dos anos 30.

Existe uma forte relação entre a acção do enredo propriamente dita e a acção de uma radionovela em emissão constante ao longo do filme. Existe uma estranha simbiose, como se as personagens e as suas situações dramáticas tivessem sido sonhadas ou criadas pelo próprio espectador.

Dulzura vive num solar em Havana e, à medida que escuta a novela radiofónica, reflecte sobre a sua vida. A sua mulher, Rosa, mantém uma relação clandestina com Marco, um jovem pertencente a uma família de operários portuários. Rosa sente-se cada vez mais atraída por este rapaz, instável e ambicioso, que costuma fazer pequenos trabalhos para a Academia de Baile, dirigida pelo marido.

Rosa decide separar-se de Dulzura.

A família de Marco vive numa situação social precária devido à ditadura de Machado.

A partir desta situação, que desemboca em tragédia, assistimos a um jogo permanente de espelhos deformados que se contemplam e se fundem; ou que, tão somente, se entrecruzam, se bifurcam, se sobrepõem e resultam numa espécie de ballet infernal. Os personagens convertem-se em objectos de um furioso desejo, protagonizando a perseguição de objectivos absurdos que, por sua vez, conjugam aspectos, recônditos, do bem e do mal, e põem a nú os mecanismos do sacrifício, como se, através da violência, existisse uma vontade de representação mítica; vítimas e culpados entrelaçam-se anulando as reais possibilidades de comunicação.

(Fonte: Madragoa Filmes)

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