Sinde Filipe



Nome completo: José Sinde Filipe

Nasceu: 1937-05-17

Local de nascimento: Coja, Arganil
Nacionalidade: Português
Sítio internet: https://pt.wikipedia.org/wiki/Sinde_Filipe
Dados adicionais:

Actor.
Estudante da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, abandonou os estudos em prol do teatro. Iniciou-se no Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra, que ajudou a fundar, e estreou-se profissionalmente no Teatro Experimental do Porto, sob a direcção de António Pedro. Na mesma companhia interpretou sobretudo autores portugueses, como Raul Brandão, Bernardo Santareno e Miguel Torga. Graças a uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian estabeleceu-se França, onde estudou Encenação no Centre Dramatique de L' Est. Foi ainda aluno de Marcel Marceau, Jacques Lecoq e René Simon. Daí foi para o Brasil, em 1962, onde dirigiu, entre outras, a peça de Bertolt Brecht, As Visões de Simone Marchad, no Teatro da Bela Vista (em São Paulo). Regressou a Lisboa para ingressar na companhia Rey Colaço-Robles Monteiro, sediada no Teatro Nacional D. Maria II. É dispensado por causa de um incêndio que deflagrou, enquanto ensaiava uma peça. Entretanto encena e interpreta duas peças proibidas pela censura, Sob Vigilância de Jean Genet e A Oração de Fernando Arrabal. Regressa novamente à companhia de Amélia Rey Colaço, permanecendo no elenco fixo, onde representa peças de Calderón de la Barca, Durrenmatt, Pirandello ou Harold Pinter. Passou depois pelas companhias residentes do Teatro São Luiz, Teatro Maria Matos, Teatro Villaret, A Barraca e Companhia de Laura Alves.
No cinema é de salientar a colaboração com António de Macedo que o fez estrear em Sete Balas para Selma (1976). Trabalhou depois com Joaquim Leitão, José Sá Caetano, Vítor Gonçalves ou José Fonseca e Costa, para além de várias co-produções internacionais. Assinou também a realização de algumas curtas metragens, como O Piano (1973), O Leproso (1975), A Cama (1975) e A Igreja Profanada (1976).
Nos últimos anos, Sinde Filipe tornou-se conhecido do grande público ao participar em várias novelas e séries televisivas (2006 - Fala-me de Amor, 2005 - Ninguém como Tu, 2003 - Queridas Feras, 2002 - Amanhecer e O Olhar da Serpente, 2001 - Olhos de Água, 2000 - Ajuste de Contas, 1999 - A Lenda da Garça, 1998 - Os Lobos, 2010 - Laços de Sangue). A nível de séries, participou em duas das maiores produções da RTP1: Regresso a Sizalinda, e em Pai à Força.

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