Carlos Porfírio



Nome completo: Carlos Filipe Porfírio

Nasceu: 1895-03-29 · Morreu: 1970-11-25

Local de nascimento: Faro
Local de óbito: Faro
Nacionalidade: Português
Sítio internet: http://republica-sba.webnode.com.pt/products/carlos-filipe-porfirio1/
Dados adicionais:

Pintor, Museólogo, Etnólogo, Decorador, Cenógrafo, Ensaiador teatral, Realizador
Formação: Escola de Belas Artes de Lisboa
Em 1916 escreve poesia no jornal O Heraldo de Faro, sob o pseudónimo de Nesso, na secção “Futurismo – Gente Nova”.
Em 1917 publica o primeiro e único exemplar da revista Portugal Futurista de que foi fundador, director e compositor gráfico e onde escreveu Almada Negreiros. Portugal Futurista seria, relativamente às artes plásticas, o equivalente à revista literária Orpheu.
Em 1919 surge como sócio fundador da Empresa Produtora de Filmes Sancho L.da, sediada em Faro.
Em 1924 sai de Portugal onde só regressa em 1939 com o deflagrar da II Guerra Mundial. Na Europa travou conhecimento com Pablo Picasso, Marcel L’Herbier, Jacques Feyder e Carl Dreyer. “Deles recebe ensinamentos nos parâmetros dum modernismo, intelectualmente honesto, com um pronunciado pendor pela encenação”.
Numa passagem por Lisboa, em 1925, aplaude e defende no Cine-Teatro Tivoli, acompanhado por Ferreira de Castro e Roberto Nobre, A Desumana de Marcel L’Herbier, que o público do Tivoli recebeu com uma estrondosa pateada.
Em 1925 funda, em parceria com Roberto Nobre, a firma produtora cinematográfica Gharb-Filme, que teve uma reduzida actividade.
De regresso a Faro, em 1940 organiza a “Grande Exposição Regional e das Festas Provinciais do Algarve” integrada nas Comemorações dos Centenários.
Em 15 de Agosto de 1944 dá início à rodagem da sua primeira longa-metragem de ficção – «Sonho de Amor».
Em 1947 é admitido na Sociedade Portuguesa de Autores como autor de argumentos cinematográficos. Em Março desse mesmo ano começa a rodar «Um grito na noite».
Em 1950 projecta a realização de um filme, a rodar na região de São Brás de Alportel, em que populares deveriam contracenar com artistas profissionais. Nada resta desse projecto nem do argumento, planificação ou diálogos.
Ao longo da sua carreira organiza e participa em inúmeras exposições de pintura individuais e colectivas.
Ligado à museologia e por contrato com a Junta de Província do Algarve, dedicou os últimos anos de vida ao Museu de Etnografia Regional em Faro.

[Ver: CORREIA, Emmanuel, Carlos Porfírio – cineasta, Lisboa, Edições Colibri, 2001]

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