Artur Correia



Nome completo: Artur Costa Correia

Nasceu: 1932-04-20 · Morreu: 2018-03-01

Local de nascimento: Lisboa - Encarnação
Local de óbito: Lisboa
Nacionalidade: Português
Sítio internet: http://artoon.planetaclix.pt/
Dados adicionais:

Realizador
Cursou a Escola Industrial Machado de Castro e aqui mesmo se iniciou no desenho participando no jornal de parede desta escola.
Primeiros Trabalhos: Semanário Juvenil "O Papagaio".
Inicia a actividade no campo do desenho Animado em 1965 e em 1967 conquista o Prémio Filme Publicitário em Annecy. É distinguido também em Bilbau (medalha de ouro), Cannes, Hollywood, Argentina, Zagreb, Lucca e Lisboa.
Entre outras publicações para onde Artur Correia tem colaborado, contam-se: "Foguetão", "Zorro", "Pisca-Pisca", "Fungágá da Bicharada", "Mundo de Aventuras" e "Correio da Manhã".
Foi porém, no "Cavaleiro Andante", que se demarcou com bandas hilariantes que ficaram famosas, como por exemplo: "As Aventuras de Dom Cebolinha", "Tufão no México", "O Roubo do Elefante Branco" ou "O Neto de Robin dos Bosques". (...)
Artur Correia é um dos realizadores de animação com carreira mais produtiva, em particular na década de 1970.
Em 1972 dirigiu um dos filmes da série Jackson Five para os estúdios de Robert Balser em Barcelona.
Fundador da TOPEFILME em 1973, produziu diversos êxitos entre filmes educativos e publicidade, acessíveis ao público de todas as idades.
A sua obra conta não só com dezenas de filmes de animação como também com um trabalho assinalável na Banda Desenhada.
O autor esteve presente na Anima-te! para falar um pouco sobre o tempo em que a publicidade exibida na televisão portuguesa era feita em território nacional e o processo como as coisas foram mudando com a globalização e a criação de um mercado publicitário internacional.
Pertenceu ao júri internacional do Cinanima 82, fazendo ainda parte do júri de selecção do Cinanima alguns anos. Foi homenageado neste Festival Internacional no ano de 1993.
Em 2011 recebeu Prémio de Honra no Festival de Banda Desenhada da Amadora, certame em que marcou presença desde o seu início.
in: http://artoon.planetaclix.pt/ (página oficial criada pelo filho do realizador)
Foi distinguido pela Academia Portuguesa de Cinema com o Prémio Carreira Sophia 2018.
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Texto da Cinemateca:
Artur Correia iniciou-se na animação nos anos 70, quando era praticamente a publicidade, para a televisão e para os cinemas, o único meio possível de se trabalhar nesse género no nosso país. Desenhador notável, de traço simples e gentil, os seus filmes fazem parte do imaginário de uma geração, como “A Família Prudêncio”, tendo vencido com “Schweppes – O Melhor da Rua” o Prémio de Melhor Filme Publicitário em Annecy. Autor ainda para a Telecine-Moro de “Eu Quero a Lua”, em 1970, com estreia nos cinemas, funda com Ricardo Neto a Topefilme, o primeiro estúdio de animação em Portugal, onde adapta alguns contos tradicionais portugueses, como “O Caldo de Pedra” ou “Os Dez Anõezinhos da Tia Verde-Água”. Em 1988 dirige para a RTP a série “O Romance da Raposa”, baseado na obra de Aquilino Ribeiro. Ilustrador e desenhador, homem de grande cultura e sensibilidade, desenhou vários álbuns, como “História Alegre de Portugal” ou “Super-Heróis da História de Portugal”. Mais recentemente voltou a animar, com os filmes “História a Passo de Cágado” e “A Nau Catrineta”. Há dias, a Academia Portuguesa de Cinema anunciara que lhe seria entregue no final de março o Prémio Sophia de Carreira.
[Fonte: Cinemateca Portuguesa]

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