Margot Dias



Nome completo: Margot Schmidt Dias

Nasceu: 1908-06-04

Local de nascimento: Nuremberga, Alemanha - 1908
Local de óbito: Oeiras - 2003
Nacionalidade: Alemã
Sítio internet: https://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/margot-diasviver-ate-ao-fim-entre-os-macondes-1740100
Dados adicionais:

Realizadora
Em 1940, no início da guerra, Margot Schmidt, uma pianista com uma carreira promissora à sua frente (obteve o diploma do Curso Superior de Música da Academia Nacional de Música em Munique), conheceu António Jorge Dias, que na altura assegurava o leitorado de cultura portuguesa na universidade dessa cidade alemã. Casaram-se no ano seguinte, tiveram o primeiro de três filhos e decidiram viver em Portugal. Margot Dias trocou a Alemanha por Portugal e o piano pela investigação científica. O seu trabalho foi pioneiro na área da etnomusicologia, do estudo da cultura material e do parentesco.
Com Jorge Dias e o grupo por ele formado, que incluía Fernando Galhano, Ernesto Veiga de Oliveira e Benjamim Pereira, constituíram uma equipa de trabalho que, num escasso período de tempo, revolucionou os estudos etnológicos e antropológicos em Portugal.
Ainda no início da década de quarenta, Margot Dias ocupou-se do cancioneiro que integra a obra de Jorge Dias sobre Vilarinho das Furnas (uma aldeia da serra do Gerês, no Minho, que seria mais tarde sepultada pelas águas do rio Homem), e que veio a constituir a tese de doutoramento em Etnologia do marido, apresentada em 1944 na Universidade de Munique. A partir daí, foi a companheira infatigável de vida e de trabalho deste antropólogo, enveredando por uma carreira ao seu lado, na área da investigação etnológica e etnomusicológica.
Em 1947, Jorge Dias integra o Centro de Estudos de Etnologia Peninsular, então sediado no Porto. Entre 1957 e 1962, o casal Dias, juntamente com Manuel Viegas Guerreiro, integra a Missão de Estudos das Minorias Étnicas do Ultramar Português, e realiza trabalho de terreno em Moçambique, do qual resultaria a publicação dos quatro volumes de Os Macondes de Moçambique. Margot Dias ocupou-se dos estudos relativos ao parentesco e à cestaria, completando um trabalho pioneiro em Portugal no tocante a estas matérias.
Em l962, Jorge Dias criou o Centro de Estudos de Antropologia Cultural, actual Centro de Antropologia Cultural e Social do Instituto de Investigação Científica Tropical, que, extinta a Missão das Minorias Étnicas, passou a herdeiro dos materiais nela recolhidos, sendo um dos objectivos deste centro a organização de um museu de etnologia. A partir daqui, o casal Dias e os seus companheiros conseguem, graças a uma grande unidade e espírito de equipa, disciplina rigorosa e amor ao trabalho, proceder a uma exaustiva investigação de terreno em Portugal, da qual resultaram mais de uma dezena de obras publicadas, bem como as recolhas que constituíram o acervo do Museu de Etnologia do Ultramar, às quais se juntaram os objectos oriundos da missão e os que viriam a ser recolhidos noutros contextos etnográficos por Vítor Bandeira e demais colaboradores.
[Fonte: http://www.folclore-online.com]

Os filmes etnográficos da antropóloga Margot Dias foram lançados em DVD, numa co-edição da Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema e da Direção-Geral do Património Cultural/Museu Nacional de Etnologia, em 17 de Outubro de 2016.
[http://www.cinemateca.pt/Cinemateca/Noticias/FILMES-ETNOGRAFICOS-DE-MARGOT-DIAS-REUNIDOS-EM-DVD.aspx]

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