Posto Avançado do Progresso (2015)

An Outpost of Progress

N/C

120 min

Drama  

Realização:  ·  Hugo Vieira da Silva

Argumento:  ·  Hugo Vieira da Silva

No final do século XIX, dois jovens e inexperientes “mangas de alpaca”, João de Mattos e Sant`Anna, desembarcam no coração do Congo português, vindos de Lisboa. Movidos por um vago desejo civilizador e pela vontade de enriquecer rapidamente vêm substituir o chefe de um pequeno posto comercial, sucursal da Companhia do Congo Português, falecido umas semanas antes.
À chegada à feitoria, os dois homens conhecem Makola, um Angolano, também ele estrangeiro naquele local, responsável pela manutenção do armazém do posto e pelas relações comerciais com as aldeias vizinhas.
Entretanto a promessa de lucro fácil não se cumpre e as duas personagens acabam por penar num espaço desconhecido. Isolados no coração de uma selva tropical vasta e opressiva aproximam-se um do outro. No entanto a experiência também pode ser libertadora: Através do álcool e das drogas que partilham com Makola e com os outros locais descobrem uma floresta "mágica" e um novo mundo sensorial de onde vão emergir fantasmas que mais não são do que figuras da esquecida e ancestral história do reino do Congo e da sua relação de 400 anos com os Portugueses. Através do extâse desenvolvem laços emocionais com os Africanos e uma dependência em relação a Makola.
Com o correr do tempo o posto degrada-se e os mantimentos não são suficientes. Os dias sucedem-se, aborrecidos e sem grande sentido: Os dois homens vivem numa espécie de torpor permanente à espera do Marfim, promessa de riqueza súbita ou de um barco-vapor da companhia que deveria chegar para o reabastecimento de víveres. Passam meses e a vida torna-se difícil.
Um dia Makola aproveita-se da “ausência” dos dois homens brancos para exercer os seus talentos de comerciante com uns caçadores Congoleses que os visitam. Durante a noite Makola troca todos os empregados da feitoria por um carregamento de marfim. Ao descobrirem, os jovens Portugueses ficam chocados perante a traição de Makola, a evidência da escravatura e sobretudo pela ameaça da solidão. Afinal aqueles empregados do posto eram, mesmo que de forma ténue, uma das poucas ligações afectivas que possuíam. Inicia-se uma verdadeira degradação física e mental. João de Mattos e Sant'Anna sobrevivem num lugar onde a distinção entre real e irreal, passado e presente se esfuma: Os fantasmas do colonialismo, da escravatura e dos mitos fundadores dos reis Congoleses multiplicam-se. A história reprimida dos povos Kongo insurge-se, a longa história de que os Portugueses João de Mattos e Santa'anna fazem parte mas que parecem ignoram.
Em plena alucinação, zangam-se por um pedaço de açúcar. João de Mattos recusa-se a partilhar as suas reservas com Sant`Anna que furioso o persegue. João de Mattos acidentalmente mata o seu companheiro e desesperado suicida-se. O vapor da companhia finalmente chega, o grande-director Português desembarca: Anuncia-se a falência de um projecto colonial que no entanto vai prosseguir...
[Fonte: Leopardo Filmes]

Mais informações: Website externo

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Outras informações:
uma co-produção Angola-Portugal

Festivais e Prémios:
# 2016 - Festival Internacional de Cinema de Berlim, Berlinale - Forum, secção não
competitiva - (Estreia Mundial)
# 2017 - SPA-Sociedade Portuguesa de Autores - Prémio Autores para o Melhor Argumento e Melhor Actor (Nuno Lopes)

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