Capitão Falcão (2014)

Comédia  

Realização:  ·  João Leitão

Argumento:  ·  João Leitão  ·  Nuria Leon Bernardo

A história satírica do "cão de fila" de Salazar, um super-herói ao serviço do Estado Novo...

"O Capitão Falcão é um super-herói português que usa kung fu lusitano para lutar contra os «comuninjas».
Um comunista tem traços fí­sicos que o diferenciam de qualquer cidadão normal. Com alguma prática e con­centração é possível identi­ficar um comunista logo à primeira vista!» As palavras são dirigidas pelo Capitão Falcão ao Puto Perdiz, o seu herói coadjuvante. O super-herói fascis­ta do Estado Novo está prestes a atacar um bando de comunistas barbudos. Com o seu cassetete e uma força sobrenatural, Falcão e a sua estupidez galopante ru­mam ao Banco Nacional Português à ca­ça de vermelhos subversivos.
A comédia portuguesa Capitão Falcão marca a estreia de João Leitão na reali­zação de longas-metragens. Foi da ca­beça deste cineasta de 31 anos, notabilizado em televisão com a metaficção Mun­do Catita, sobre Manuel João Vieira, que saiu o super-herói lusitano fanático de Salazar.
A sátira à paranoia anticomunista do Estado Novo começou por ser uma cur­ta-metragem com Gonçalo Waddington no papel do capitão fascista, com o objetivo de servir de possível episódio-piloto para uma série de televisão. Mas a verdade é que, dois anos depois, após muitas reu­niões com quem manda nas televisões, o projeto veio parar ao cinema, em parte de­vido ao sucesso nas redes sociais e no festi­val moteLX , onde foi aplaudido de pé num Cinema São Jorge a abarrotar.
De repente, ganhava-se um super-he­rói novinho em folha, com estética rétro e coreografia de banda desenhada. «O pon­to de partida de tudo isto foi imaginar que esta seria uma série de televisão idealiza­da pelo Estado Novo para os putos da Mo­cidade Portuguesa verem aos domingos de manhã, uma premissa hilariante para mim. Já tínhamos episódios escritos e tu­do...», explica o realizador, que conta que há quem pense que a personagem não foi uma invenção sua. «É incrível, certas pes­soas pensam que o Capitão Falcão já exis­tia. Houve uma estagiária que durante a rodagem garantia que a mãe dela conhe­cia a personagem dos tempos dela... Quan­do fizemos a pesquisa, lembro-me ape­nas do material do cartoonista e ilustra­dor Carlos Alberto Santos, que fazia umas BD muito nacionalistas e conseguia fazer do Camões uma espécie de 007 dos Desco­brimentos. Foi uma das inspirações e, em princípio, ele até vai deixar-nos usar algu­mas das suas ilustrações», revela o realiza­dor do Porto, que acrescenta à lista de fon­tes de inspiração uma série online chama­da Italian Spiderman e a série de culto Garth Marenghi's Dark Place".
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[Fonte: Rui Pedro Tendinha, Diário de Notícias]

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