Eu, Mário Botas (1989)

49 min

Documentário  

Realização:  ·  José Francisco Marques Asseiceiro

Argumento:  ·  José Francisco Marques Asseiceiro

Mário Ferreira da Silva Bota nasceu a 23 de Dezembro de 1952, na Nazaré. Começa a interessar-se por pintura na adolescência, por influência do contacto com os pintores de ar livre que procuravam na Nazaré a inspiração para os seus quadros. Em 1971, faz a primeira exposição individual no posto de Turismo da Nazaré. Descobre o surrealismo e assim como a pintura de ar livre influenciara o que fizera até então, o surrealismo marca os seus quadros a partir dos dezoito anos, altura em que ingressa na Faculdade. Licencia-se em medicina com distinção em 1975, passando a exercer no hospital de Santa Maria. Sabendo-se condenado por uma doença incurável, decide, com o apoio dos pais, dedicar-se exclusivamente à pintura. Parte para Nova Iorque a fim de dar início a um tratamento mais avançado e inicia aí os 51 desenhos que mais tarde dariam o "Spleen de Paris", descobrindo a pintura daqueles que marcariam a sua própria evolução. De Klee a Egon Schiele, Bosch, Brueghel, Blake, passando pelo português Francisco D¿Holanda. Depois de 1978, desenha a partir de muitos textos e prosadores, sobretudo Pessoa, Mário Sá-Carneiro, António Osório, Vasco Graça Moura, Almeida Garrett e também Rimbaud, Rousseau, Dante e Cervantes, entre outros. Na sua curta vida participou em várias exposições individuais (cerca de 13) e colectivas (cerca de 26). Em 1983, já bastante debilitado, aluga uma pequena casa na serra de Sintra, aí pinta e vive intensamente o seu último Verão. Vem a falecer a 29 de Setembro desse ano. É, pois, este trajecto da vida e obra de Mário Botas que iremos acompanhar quer através da ficção fílmica quer, através dos seus quadros.
[Fonte: RTP]

Mais informações: Website externo

Equipa

Imagens [#2]:
  • ...

Dados Técnicos:
Cor |

  • 201709111039_cinept_licenciatura_em_cinema_260_260
  • PUB